HOJE É DIA DE SÃO JOÃO. VEJA AQUI A ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

 

Hoje é Dia de São João.As festas dos santos de junho – Santo Antonio,São João e São Pedro- são uma tradição brasileira, herdada dos colonizadores portugueses,que trouxeram até nós, essas deliciosas realizações que celebram a comida típica do período,as músicas, os trajes, de tal forma encantadores, que se alastraram por todo o país,principalmente no Nordeste,como Caruaru ( PE) e Campina Grande(PB). Na verdade,esses folguedos pagãos, comemoravam a boa colheita na lavoura,ligada à celebração do solstício de verão,a data que marca o dia mais longo do ano na parte de cima do globo, que acontece nos dias 21 ou 22 de junho. Vários povos da Antiguidade aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas – celtas, nórdicos,egípcios, hebreus. “Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês”, diz a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).Em Portugal,a cidade do Porto,de 1º a 30 de junho,assume o protagonismo das Festas de São João, cujo ápice é na véspera do dia consagrado a São João Batista: 23 de junho. Aliás, deve ser uma delícia comemorar São João na cidade do Porto,o santo mais venerado daquela região, que põe toda a cidade em festa.O curioso é que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam rituais importantes em junho.Eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura,com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram. É por isso que as festas tanto celebram santos católicos como oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos. Já a valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população vivia no campo.  Os santos há muito que eram pretextos para o povo de Lisboa,festejar.Pelo menos desde o século XVIII que há notícias de arraiais em Portugal,em vésperas de Santo Antônio, de bairros enfeitados de fogueiras acessas e de folguedos pagãos,que a Igreja, sempre atenta,se encarregava de cristianizar,atribuindo patronos. Dessa animação popular que corria como rastilho as ruelas da cidade,imbuída de costumes e saberes das gentes oriundas de todas as províncias do país,surgiu a ideia de juntar os bairros num só local, de forma a promover as já institucionalizadas Festas de Verão Para entusiasmar os participantes, elaborou-se o que se chamou o Grande Concurso de Marchas Populares.Com a ajuda preciosa do “Diário de Lisboa”, logo responderam algumas freguesias.Conforme fora estipulado, a Avenida da Liberdade acolheu os bairristas que seguiram depois ao Parque Mayer,já de forma organizada, E Alcântara, sem saber, levava o futuro tesouro da cidade,Amália Rodrigues.Tinha só 12 anos.A resposta  foi tão saudável que logo em 1934 a Câmara Municipal chamou a si a tutela do evento.Regulamentou o concurso. A quadrilha tem origem francesa nas contradanças de salão do século 17. Em pares, os dançarinos faziam uma sequência coreografada de movimentos alegres. O estilo chegou ao Brasil no século 19, trazido pelos nobres portugueses, e foi sendo adaptado até fazer sucesso nas festas juninas.A fogueira já estava presente nas celebrações juninas feitas por pagãos e indígenas, mas também ganhou uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança recém-nascida.As músicas juninas variam de uma região para outra. No Nordeste, as composições do sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga são as mais famosas. Já no Sudeste, compositores como João de Barro e Adalberto Ribeiro (“Capelinha de Melão”) e Lamartine Babo (“Isto é lá com Santo Antônio”) fazem sucesso em volta da fogueira.Os três santos homenageados em junho – Santo Antônio, São João Batista e São Pedro – inspiram não só novenas e rezas, como também várias simpatias. Acredita-se, por exemplo, que os balões levam pedidos para São João. Mas Santo Antônio é o mais requisitado, por seu “poder” de casar moças solteiras.A comida típica das festas é quase toda à base de grãos e raízes que nossos índios cultivavam, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca. A colonização portuguesa adicionou novos ingredientes e hoje o cardápio ideal tem milho verde,bolo de fubá, pé-de-moleque, quentão, pipoca e outras gostosuras.



Deixe uma resposta