OH, GOD

Estamos enfrentando uma nova e inevitável onda de recolhimento ao nosso sacrossanto lar, cuja única saída é aceitar a inescapável realidade até que possamos cuspir o sofrimento e voltar a circular com liberdade,limpando os medos de agora.Quando começávamos a por a cabeça fora da toca para  desfrutar da existência bagaceira que nos resta e do que possa ser felicidade,fomos obrigados a retomar o ponto de partida,embora agora com um grande número de pessoas vacinadas e portanto, com efeitos menos avassaladores.Emergências de todo o país têm registrado um forte aumento no número de atendimento nas últimas semanas,em decorrência dos casos de síndrome gripal.A situação complicada que vivemos com a atual pandemia, numa cidade como a nossa que tem enorme apego pelo convívio social,acaba gerando uma solistência-solidão da existência-,que faz com que as pessoas se debelem contra o ritmo letárgico da rotina perversa dessa retração presencial.Uma das válvulas de escape são os necessários cuidados sanitários ditados pelos protocolos .Almoços e jantares em restaurantes de classe,os levam à risca, onde o distanciamento das mesas garante um mínimo traço de índole civilizatória.Esperamos que essa onda seja curta e possa cristalizar momentos esperados desde que o perverso vírus paralisou a sociedade como uma lanterna faz com um jacaré.Que o lago da pandemia comece seu degelo,o mais breve possível;as aves retornem, a vegetação renasca.É claro que vai haver uma nova acomodação da organização social,como se fosse um ajuste de placas tectônicas.Agora, cada um se organiza de acordo com novos interesses e novas situações econômicas.Mas todos têm certeza da importância do convívio entre familiares e amigos, fortalecendo nosso laços com a vida e o relacionamento entre amigos.Com a necessária precaução onde aquele ridículo soquinho na hora do cumprimento, não está incluído no protocolo sanitário.



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